Nascido em 1971, em Cataguases – MG, Antonio Ribeiro iniciou seus estudos musicais ao piano, como aluno de Maria Arruda (discípula de Mário de Andrade). Posteriormente, formou-se naquele instrumento na Escola Municipal de Música de São Paulo e, a seguir, em Composição e Regência no Instituto de Artes da UNESP, na classe de Flo Meneses. Estudou Composição com Osvaldo Lacerda e Camargo Guarnieri, de quem foi o último aluno. Possui especialização em História da Arte Renascentista pelo Eurocentre em Florença, na Itália. De 1996 a 2005 foi professor concursado do Conservatório Municipal de Arte de Guarulhos, no qual detinha a cadeira de Harmonia e Análise. Atualmente é professor de Contraponto, Harmonia e Análise na Escola Municipal de Música de São Paulo e na Faculdade de Música “Carlos Gomes”. É sócio do Centro de Música Brasileira e membro-fundador do Núcleo Hespérides – Música das Américas, grupo em que atua como pesquisador e compositor.
Tem sido considerado pela crítica como um dos mais atuantes e respeitados compositores de sua geração. Em seu catálogo de obras figuram aproximadamente oitenta peças, escritas para formações diversas, que vão desde o piano solo, passando pela música eletroacústica, até a orquestra sinfônica. Possui obras gravadas em sete CDs e em um programa-documentário realizado em 2003 pela Rádio e Televisão Cultura, destinado a compositores contemporâneos brasileiros, no qual participaram também Arrigo Barnabé, Rodolfo Coelho de Souza e Edson Zampronha.
As obras de Antonio Ribeiro vêm sendo executadas no Brasil e no exterior (Argentina, Colômbia, EUA, França, Portugal, Finlândia) por importantes intérpretes tais como Eudóxia de Barros e Paulo Gazzaneo (pianista), Paulo Porto Alegre, Edelton Gloeden e Gílson Antunes (violão), Adélia Issa, Heloísa Petri, Sílvia Tessuto, Elenis Guimarães, Carlos Eduardo Marcos, José Antonio Soares (cantores), Rogério Wolf (flauta), Joaquim Abreu (percussão), e também por renomadas orquestras como a Sinfonia Cultura de São Paulo e a Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro de Porto Alegre – ambas sob a regência de Lutero Rodrigues -, a Orquestra Sinfônica Jovem de Guarulhos – baixo a regência de Emiliano Patarra -, e a Wednesday Orchestra da Universidade de Nova Iorque, EUA, que, em 7 de dezembro de 2005 e dirigida por Celina Charlier, executou as Quatro Miniaturas para Flauta e Cordas. Ainda em 2005, teve a canção Cidadezinha Qualquer interpretada em Paris pela soprano Andréa Kaiser, em concerto inserido na programação do Ano Brasil-França.
Em julho de 2006, como representante da Faculdade Cantareira, foi o único músico brasileiro a participar do World University Presidents Summit, cúpula que teve lugar em Bangkok, na Tailândia (contou com a representação de mais de oitenta países) e que pretendeu lançar diretrizes para o ensino universitário do século XXI. Em agosto de 2007, foi convidado pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, para discutir a composição da música sacra no Brasil.
Participou em 2003 e em 2007 da prestigiosa Bienal de Música Contemporânea Brasileira no Rio de Janeiro, edição esta na qual recebeu o Prêmio Funarte de melhor compositor de obra vocal. Ainda no ano passado, foi um dos compositores brasileiros escolhidos a ter obra executada durante o Encontro Nacional dos Bispos do Brasil com o Papa Bento XVI, em evento fechado na Catedral da Sé, em São Paulo. Em dezembro último estreou seu Concertino para Flauta e Orquestra de Cordas no X Festival Internacional de Música de Pernambuco “Virtuosi”, no concerto em homenagem aos 80 anos de Ariano Suassuna. Em janeiro de 2008, como parte das comemorações do aniversário da cidade de São Paulo, teve executada no Theatro Municipal, em primeira audição, uma peça para coro feminino e quarteto, a cargo do Coral Paulistano e do Quarteto de Cordas do Município.
Atualmente conta com duas obras comissionadas: um Concerto Grosso para violino, viola, piano e orquestra de sopros, encomendada pela Banda Sinfônica de Córdoba, na Argentina; e outra, pelo Coral Paulistano, para o 2º Encontro de Corais “Camargo Guarnieri” de São Paulo.
Antonio Ribeiro é professor de Análise, Apreciação Musical e Harmonia na Escola Superior de Música da Faculdade Cantareira.