SEXTA do IMPROVISO recebe
CORDAL & BRIAN RICE
8 de maio • sexta-feira • 12H30
Estúdio Cantareira

Cordal
Almir Côrtes bandolim, violão, guitarra
João Paulo Amara­l viola caipira, violão

“Num país onde imperam as cordas vocais eis aqui um disco que tem a coragem de apresentar muitas cordas, nenhuma vinda da garganta. São cordas de dois mestres da viola, violão, bandolim e guitarra, não só pela excelência com que tocam seus instrumentos como também porque são pós-graduados em música pela Unicamp, universidade onde se conheceram quando estavam concluindo suas teses: Almir Côrtes, sobre Jacob do Bandolim e a improvisação na música brasileira; João Paulo Amaral, sobre Tião Carreiro, no que foi a primeira tese em música sobre a viola caipira defendida no Brasil. Ouvir Cordal é viajar por todos os recantos deste país e redescobrir em cada um deles a beleza, a so­sticação, a simplicidade e a grandeza de sua diversidade musical. Cordas dedilhadas como quem lapida um diamante bruto para oferecê-lo em todo o esplendor de suas múltiplas faces.” Maria Luiza Kfouri

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Almir Côrtes, natural de Santo Antonio de Jesus (BA) e João Paulo Amaral, de Mogi das Cruzes (SP), se encontram nesse espetáculo para celebrar a amizade e o lançamento do CD Cordal, primeiro álbum do duo. Levam ao palco uma conversa musical livre ao compartilhar suas criações, improvisos, personalidades e experiências musicais – frutos de suas carreiras individuais em shows nacionais e em palcos de países como Estados Unidos, México, Portugal, Espanha, Itália, Inglaterra e França. Além de suas composições, o repertório abrange obras como Fazenda (Nelson Ângelo), que ‑cou conhecida na voz de Milton Nascimento, Lingua de preto (Honorino Lopes), Comitiva Esperança (Almir Sater/Paulo Simões), Toada (Zé Renato, C. Nucci/J. Filho), Brincando com a viola (Bambico/Z. Beio) e Expresso 2222 (Gilberto Gil). Cordal promove uma viagem pelas cordas dedilhadas da viola caipira, bandolim, violão e guitarra, destacando a liberdade e a criatividade dos artistas por meio de uma abordagem contemporânea dos gêneros populares.
Brian Rice percussão
Formado em percussão e Etnomusicologia pelo Oberlin Conservatory of Music, Brian Rice é músico aclamado, educador e artista de gravação em vários estilos musicais e reconhecido como um dos melhores executantes do pandeiro brasileiro. O estudo do pandeiro começou em 1986 com Carlos Stasi e tornou-se para o músico uma obsessão, visitando o Brasil em várias ocasiões para estudo. Seu talento no instrumento o levou a realizar shows com numerosos artistas, expandindo o uso do pandeiro fora do mundo da música brasileira e aplicando em música do Balkan, céltica, Oriente Médio, música espanhola e caribenha com grande efeito. Desde sua criação em 1997, Brian é professor na California Brazil Camp, além de ser convidado a lecionar na Stanford University, Oberlin Conservatory, na University of Wisconsin em Madison, Indiana University, Southern Oregon University, Queens College e na University of Washington e dá aulas de percussão brasileira na The Jazzschool em Berkeley. Rice estudou música afro-cubana e, em 1994, fundou a afro-cubana Folkoric Dança Troup, grupo dedicado à interpretação de música tradicional africana com sede em Cuba. Atualmente realiza shows com Claudia Villela, Jorge Alabe e Samba Rio, Cascada de Flores, o Choro Ensemble Berkeley. Brian é endorser de instrumentos latinos de percussão.